Brasil conclui avaliação do estado de ameaça de mais de 4.000 especies

15 August 2013 | Article
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Entrevista ao Ugo Eichler Vercillo, Coordenador-Geral, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade – DIBIO Coordenação-Geral de Manejo para Conservação

1. Em quê fase está o processo de validação do estado de conservação da fauna brasileira?
Já atingimos 43% das validações. Realizamos duas grandes oficinas (agosto de 2012 e abril de 2013) e pretendemos realizar mais duas até o início de 2015, finalizando a validação de 10.000 espécies.

2. Quantas espécies foram avaliadas e quais delas representam uma grande preocupação?
No total já foram avaliadas 6255 espécies, das quais 4343 foram validadas. Considerando só as validadas, foram identificadas 167 espécies Criticamente em Perigo (CR), que evidentemente estão em situação mais preocupante. Destas, o grande destaque são os peixes anuais (rivulideos) com 50 espécies CR, todas com distribuição geográfica extremamente restrita.
Também se destacam os elasmobrânquios, com 28 espécies CR, sendo 27 marinhas, todas com alto declínio populacional devido a pesca excessiva.

3. Qual tem sido o apoio que receberam da UICN nesse processo?
A UICN nos apoiou desde o inicio do processo, treinando nossos técnicos na aplicação do método de avaliação, com a realização de dois cursos - em 2009 e 2010. Alguns representantes da UICN participam constantemente das nossas oficinas de avaliação ( principalmente dos grupos anfíbios, peixes de água doce e peixes marinhos ), ajudando na avaliação propriamente dita, mas também orientando os participantes e tirando dúvidas sobre a aplicação do método. Também participam das oficinas de validação, momento crucial, de checagem dos resultados.

4. Quais são as ações a serem realizadas com as informações obtidas?
Temos como meta estabelecer planos de ação para todas as espécies identificadas como ameaçadas, e até o momento, destas 578 espécies, 46% já estão com plano de ação em andamento e até o fim do ano essa porcentagem deve subir para 58%.
No caso dos dois grupos citados como exemplos de preocupação - rivulídeos e elasmobrânquios - iniciamos a elaboração dos planos de ação logo após a conclusão das validações.


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