A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru está a caminho de integrar a Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da UICN
De 19/08 a 23/08 a RDS do Rio Iratapuru irá receber o Grupo de Especialistas em Avaliação da Lista Verde do Brasil.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru foi criada pela Lei Estadual nº 0392, de 11 de dezembro de 1997, e possui uma área de 806.814 hectares, distribuída entre os municípios de Laranjal do Jari, Mazagão e Pedra Branca do Amapari, no Estado do Amapá. A Unidade de Conservação está inserida em uma região de floresta tropical úmida densa de terra firme, caracterizada por espécies florestais de grande porte e alto valor econômico, com destaque para a castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl.), espécie amplamente predominante na área.
Seu objetivo principal é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável da biodiversidade, garantindo a proteção da fauna e flora locais, ao mesmo tempo em que assegura o direito das populações tradicionais ao uso livre dos castanhais — principal fonte de renda dessas comunidades.
Para alcançar a certificação, a RDS receberá o Grupo de Especialistas em Avaliação da Lista Verde do Brasil entre os dias 19/08 a 23/08.
Se alguma das partes interessadas da RDS do Rio Iratapuru desejar comunicar informações ou comentários sobre a gestão dessa área protegida ao Grupo de Especialistas em Avaliação da Lista Verde, que analisará a solicitação da Reserva, poderá fazê-lo por meio do seguinte formulário: Consulta pública para a avaliação da gestão da Unidade de Conservação "RDS Rio Iratapuru", no marco da Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da UICN.
Sobre a reserva:
A RDS do Rio Iratapuru é uma área de domínio público, utilizada de forma sustentável por comunidades tradicionais que vivem em seu entorno. A principal atividade econômica é o extrativismo de produtos florestais não madeireiros, com destaque para a castanha-do-brasil e o breu-branco. Dentre as atividades permitidas na Unidade, destacam-se a coleta da castanha-do-brasil e de outros recursos naturais renováveis, a realização de pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades de visitação orientada.