Tecendo alianças pela conservação do alto-mar no Brasil
No final de abril, no âmbito do projeto IKI Living High Seas, o Escritório Regional para América do Sul da UICN realizou uma missão de trabalho em Brasília com duas agendas complementares: 1) consolidar alianças estratégicas com o governo federal para impulsionar a implementação do Acordo BBNJ e a gestão sustentável do Atlântico Sul; e 2) realizar reuniões bilaterais com a Embaixada da Suécia e o Comitê Nacional do Brasil para fortalecer a membresia da UICN e a cooperação institucional no país.
No contexto do projeto IKI Living High Seas, iniciativa liderada pela GIZ em parceria com a UICN e a Global Ocean Biodiversity Initiative (GOBI) - cujo objetivo é tornar realidade o novo Acordo sobre a Biodiversidade Marinha Além da Jurisdição Nacional (BBNJ) -, a equipe manteve diálogos construtivos com atores-chave do governo federal brasileiro vinculados à agenda oceânica. Essas conversas permitiram identificar oportunidades de colaboração em torno da implementação do acordo, do fortalecimento de capacidades institucionais e da gestão sustentável do oceano no Atlântico Sul.
Paralelamente, foram realizadas reuniões bilaterais com a Embaixada da Suécia em Brasília e com o Comitê Nacional da UICN no Brasil, composto por 17 organizações da sociedade civil e 2 organizações governamentais afiliadas. Os encontros tiveram como objetivo estreitar relações institucionais, explorar novas linhas de cooperação e consolidar a presença da UICN no país, abrindo perspectivas concretas para fortalecer a membresia, especialmente junto a governos subnacionais e órgãos estaduais de meio ambiente.
“O Brasil é um ator-chave para a conservação na região. Os diálogos de alto nível realizados nesta missão não apenas abrem um caminho técnico crucial rumo à COP1 do BBNJ, como também fortalecem a presença institucional da UICN no país. Voltamos com perspectivas muito concretas para expandir nossa membresia no Brasil, integrando novos atores subnacionais que enriquecerão a governança ambiental da União”, destacou María Fernanda Burneo, Coordenadora de Constituintes e Relações Institucionais da UICN Sul.
Os próximos passos incluem o acompanhamento técnico com as contrapartes identificadas nos dois espaços e a articulação de ações conjuntas com vistas à COP1 do Tratado BBNJ, prevista para janeiro de 2027. A missão foi liderada por María Fernanda Burneo, Coordenadora de Constituintes e Relações Institucionais da UICN Sul, com o apoio de Mariana Saba, Assistente Técnica do Escritório da UICN no Brasil.